Passeio Público Marítimo
Situado na zona oeste da cidade, o seu primeiro núcleo, inaugurado em Agosto de 1993, ocupa uma área de 11500 m 2 entre a Rua do Gorgulho e a Praça da Região Autónoma da Madeira. Este Passeio Público Marítimo foi construído por iniciativa do Dr. Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal do Funchal.

O grande relvado central é muito procurado para jogos e brincadeiras. As árvores posicionam-se na interface da área relvada com amplos passeios circundantes, ainda jovens proporcionarão, num futuro não muito distante, agradáveis espaços de sombra. Uma das espécies aqui existentes é mesmo conhecida por bela sombra (Phytolaca dioica) árvore oriunda da América do Sul e que atinge 20 metros de altura quando adulta. Da flora da Madeira temos o dragoeiro (Dracaena draco), o barbosano (Apollonias barbujana) e a faia das ilhas (Myrica faya). De outros cantos do mundo vieram a palmeira das canárias (Phoenixcanariensis) a whashingtónia (Washingtonia filifera) o Coqueiro (Cocus nucifera) o coqueiro de jardim (Arecastrumromanzoffianum) a Mélia (Melia azedarach) a Ficus iyrata, a acácia rubra (Delonixregia) a canforeira (Cinnamomum camphora) a nolina (Nolina recurvata) a casuarina (Casuarina equisetifolia) a tipuana (Tipuana tipu) o mangueiro (Mangifera indica) a coralina crista de galo (Erythrina Crista-galli) a coralina da Abissínia (Erythrina abyssinia) o salgueiro chorão (Salix babylonica) a figueira da Índia (Ficus benjamina), entre outras.

Esta zona pedonal percorre toda a extensão desde a Praça da Região Autónoma da Madeira passando pelo Clube Naval, pela moderna Estação de Biologia Marinha, construída pela Câmara Municipal do Funchal em 2001, passando pelo Complexo da Ponta Gorda inaugurado a 21 de Julho de 2001, indo até à Ponta da Cruz, onde se incluí o Buraco do Fojo. Ao longo deste passeio foram plantadas tamareiras (Phoenixdactylífera) e instalados bancos que permitem descansar desfrutar da vista sobre o mar e apreciar os jardins que se estendem até à falésia.

Na criação deste passeio houve a preocupação de associar de forma harmoniosa espécies de flora madeirense com plantas exóticas. Os relvados estão pigmentados de árvores e arbustos indígenas – tis, (Ocotea foetens) barbosanos (Apollonias Barbujana), dragoreiro (Dracaena draco), marmulanos (Sideroxylon marmulano) massarocos (Echium nervosum) estreleiras (Argyranthemum pinnatifidum), figueira do inferno (Euphorbia piscatoria) – e espécies exoticas – palmeiras das canárias (Phoenix canariensis) eucaliptos (Eucalyptus globulus e Eucaliptus ficifolia), nolinas (Nolina recurvata), tipuana (Tipuana tipu), metrosíderos (Metrosideus excelsus) figueiras (Ficus carica) nespereiras(Eriobotrya japonica) pitangueiras (Eugenia uniflora) abacateiras (Persia americana) tamargueiras (Tamarix gallica) abélia (Grandiflora sp) cevadilhas (Nerium oleander) cardeas ( Hibiscus rosa - sinensis) acalifas (Aclypha wilkesiana) roseiras (Rosa sp.) lantanas (Lantana camara). Nos taludes e na arriba litoral, herbáceas e trepadeiras formam manchas coloridas e suportam as terras. As bunganvílias vermelhas e roxas (Boungainvillea sp. ) contracenam com os jasmineiros amarelos ( Jasminumodoratissimum) os plumbagos azuis (Plumbago auriculata) os bálsamos com pétalas de um intenso rosa (Lampranthus sp) os arrozinhos (Drosanthemum floribundum)e os funchos (Forniculum vulgare) que estiveram na origem do nome da cidade que possui estes jardins.
